segunda-feira, 6 de junho de 2011

Executivos que viajam longas distâncias têm maior risco de pressão alta e alterações do colesterol.



É o que indica um estudo realizado na Universidade de Columbia e publicado recentemente no Journal of Occupational and Environmental Medicine.

Foram estudados mais de 13 mil trabalhadores nos Estados Unidos. A pesquisa consistia em questionários aplicados por médicos seguidos de exame físico e exames de sangue. Os executivos que faziam longas viagens a trabalho tiveram índices significativamente maiores de pressão arterial e LDL-colesterol (o chamado “colesterol ruim”) quando comparado com o grupo de indivíduos que não faziam esse tipo de viagem. Maiores níveis de pressão arterial e de LDL-colesterol estão diretamente relacionados a um maior risco de doenças cardiovasculares, entre elas o infarto e o derrame cerebral.

Os autores do estudo propõem algumas explicações para os dados observados. É reconhecido que viagens freqüentes a trabalho aumentam o nível de estresse. Um dos efeitos do estresse é o aumento da ansiedade e a procura por alimentos com alto teor energético, como açúcares e gorduras. Além disso, as pessoas que fazem viagens longas a negócios ficam mais expostas às alterações de fuso horário (jet lag), perturbações do padrão de sono e comportamento sedentário.

Por isso, é importante que os departamentos médicos das empresas invistam em programas de prevenção direcionados para este grupo de trabalhadores. A orientação para hábitos mais saudáveis, gerenciamento do estresse, incentivo à atividade física regular além da monitorização rigorosa dos exames laboratoriais podem ser importantes ferramentas para a redução do risco de desenvolvimento de doenças.

Rogério Muniz de Andrade

Médico do Trabalho e Clínico Geral.

Chefe de Seção Técnica da Clínica de Doenças do Trabalho do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Professor do Curso de Pós Graduação em Medicina do Trabalho FMUSP.

rogerio@esicmed.com.br



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